Gramática

Gramática é a sistematização dos fatos contemporâneos de uma língua.

Grafia

A escrita, uma das maiores invenções da humanidade, é a representação da realidade linguística (fala) por meio de sinais perceptíveis à vista. Assim sendo, é falso pensar (ou dizer) que se pronuncia desta ou de outra maneira porque se escreve assim ou assado. Dos vários tipos de escrita o mais perfeito é o alfabético. Seria ideal uma grafia que reproduzisse rigorosamente a pronúncia; no entanto, desse ideal se distanciam todos os sistemas, em virtude de fatores diversos, entre os quais a força da tradição, as oscilações da pronúncia, no espaço e no tempo, ou a desproporção entre o número de letras e de fonemas (letra - representação gráfica do fonema; são 26 letras no alfabeto português do Brasil. Fonema - som da fala; são aproximadamente 33 fonemas no sistema fonético brasileiro).

ABREVIATURA

Abreviatura é a redução que se aplica na grafia de certas palavras, limitando-a à letra ou letras iniciais.

Todos os povos que conheceram a escrita usaram de abreviatura. Em latim era comum quer entre nomes próprios, quer entre comuns. Nos textos arcaicos, ainda manuscritos, as abreviaturas multiplicam-se, para aliviar a tarefa dos copistas. Nas chamadas edições críticas, o responsável pela edição deve desfazer tais abreviaturas, para a necessária divulgação do livro nos meios não especializados.

Hoje em dia, apesar da facilidade dos trabalhos de impressão, as abreviaturas continuam numerosas na escrita comum, quando se trata de palavra de emprego muito frequente. Tal se dá na linguagem comercial (m/l, minha letra; n/o, nossa ordem; s/c, sua carta...); na linguagem burocrática (of., ofício; port., portaria; dec., decreto; doc., documento...); na correspondência postal (amº., amigo; DD., digníssimo; P.S., post-scriptum; pt., ponto...). Na linguagem científica certas abreviaturas fazem parte do saber técnico e têm validade internacional. Nesse particular são mais conhecidas as abreviaturas da Matemática (m, metro; km, quilômetro; kg, quilograma...) e as da Química (k, potássio; Na, sódio; Ag, prata...). Muito vulgarizadas são as abreviaturas de fórmulas de tratamento (V.Exª., Vossa Excelência; V.Sª., Vossa Senhoria...). Igualmente em nomes de títulos científicos ou honoríficos, postos militares (Dr., doutor; D., dom; Gen., general; Ten., tenente...).

Como formar?
1.Forma-se a abreviatura com a primeira letra ou as primeiras letras da palavra, encerrando-se em consoante: cap. (capítula); m. (masculino); art. (artigo); quando se trata de encontro consonantal, a abreviatura é feita usando todo o encontro: dipl. (diploma); constr. (construção).
2.A Associação Brasileira de Normas Técnicas fixa algumas abreviaturas com vogal final e outras na consoante inicial de encontros consonantais: ago. (agosto); téc. (técnico).
3.Devem ser mantidos os acentos e hífens que figuram nas palavras usadas de forma abreviada: séc. (século); dec-lei (decreto-lei).
4.No caos de abreviatura em que se deveriam usar letras elevadas, devido à dificuldade de elevá-las e também devido à consagração de uso, admite-se colocar essas letras na mesma altura e tamanho das demais, usando-se o ponto no final: cel. (coronel); sra. (senhora); dra. (doutora).
5.No caso de o ponto abreviativo coincidir com o ponto final, não se deve repetir o ponto: etc. Quando ao ponto indicativo de abreviatura seguir outro sinal de pontuação, usam-se os dois: sra., sra.; sra.?
6.Há abreviaturas que servem para mais de uma palavra: v. (verbo, veja, vapor, você); p. (pé, página, palmo); gr. (grão, grátis, grau, grosa).
7.Há palavras e expressões contempladas com mais de uma abreviatura: f., fl., fol. (folha); a.C., A.C (antes de Cristo).
8.No plural, em regra se acrescenta s: dras., sras., caps.; em alguns casos, dobram-se as letras (maiúsculas): AA. (autores). Às vezes as letras maiúsculas dobradas representam superlativos: DD. (digníssimo).
9.O erro mais frequente é o uso da abreviatura sem o ponto que a encerra: Ltda., Exmo., Limo., este último podendo levar a confusão com o nome próprio Limo se não usar o ponto.

Quando usar?
1.Pessoal e internamente, podem-se usá-las livremente, já que neste caso são de "consumo interno".
2.Em correspondência oficial e empresarial há abreviaturas consagradas que igualmente podem ser usadas livremente.
3.Há circunstâncias em que o uso de abreviaturas fica restrito a alguns casos. Em textos técnicos ou científicos, por exemplo, são poucos os casos. A rigidez não é absoluta, mas exige-se bom senso. São de uso consagrado e liberado, mesmo em textos técnico-científicos: nº; art.; p. ou pág.; cel.; av.; gen.; a.C. ou A.C.; entre outras.

Sigla

Como e quando usar:
1.Todas as letras da sigla deverão ser maiúsculas quando forem usadas apenas as iniciais das palavras que compõem o nome: PUC (Pontifícia Universidade Católica). São as chamadas siglas próprias ou puras.
2.Quando se usarem também outras letras que não as iniciais das palavras que formam o nome, prefere-se usar apenas a iniciai maiúscula: Bacen (Banco Central); Copesul (Companhia Petroquímica do Sul). São as chamadas siglas impróprias ou impuras.
3.Quando se trata de siglas consagradas podem ser usadas diretamente, sem escrever o nome das entidades por extenso. Caso contrário, na primeira vez que aparecem no texto devem ser identificadas, entre parênteses ou separadas por travessão. Em trabalhos mais extensos, pode-se também apresentar lista de siglas no início ou no final.

Ensino com Tecnologia - Professor Osvaldo Andrade
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